O roteiro a seguir faz parte do Treinamento em Teste de Invasão com Backtrack/Kali, em que sou instrutor, mas pode ser utilizado por qualquer estudante que pretenda iniciar os estudos nas ferramentas disponíveis no Kali Linux ou na metodologia de teste de invasão.
O roteiro de instalação e configuração do Kali Linux no Virtualbox está disponível em: http://goo.gl/njg7x
Bons estudos e até o próximo post.
Cibernética, uma tentativa de compreender a comunicação e o controle de máquinas, seres vivos e grupos sociais através de analogias com as máquinas. De acordo com Norbert Wiener, pai da cibernética: "...do ponto de vista da transmissão da informação, a distinção entre máquinas e seres vivos, humanos ou não, é uma questão de semântica"
domingo, 19 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Zenmap - Interface gráfica do Nmap
Pois é, depois de muito resistir, fui vencido pelo Zenmap, o front-end gráfico da melhor ferramenta de varredura e descoberta em redes de computadores, o Nmap.
Quando tive o primeiro contato com o Zenmap, permaneci com a ideia: "Para que interface gráfica, seu eu sei os comandos?". Então, durante muito tempo continuei preferindo a linha de comando.
O principal argumento para me convencer foi a capacidade de sumarização do resultado, através de um diagrama com a topologia de rede e da organização dos dados obtidos para cada host identificado na varredura.
O exemplo abaixo apresenta o diagrama para uma varredura que executei, a partir de uma VM com o Kali Linux (a nova versão da distribuição Backtrack) em direção à algumas VMs que compõem o laboratório que utilizo para estudar e ensinar técnicas de invasão.
O diagrama é uma forma rápida de sumarizar a varredura. Rapidamente o analista percebe a quantidade de hops entra atacante e alvo e quais sistemas alvo possuem maior quantidade de portas abertas. No exemplo acima, todos os IP detectados estão no mesmo anel, indicando que estão na mesma rede. Os IP com mais portas abertas são os círculos maiores e identificados em vermelho. Os cadeados indicam a existência de firewalls. A barra lateral também ajuda na identificação ágil dos sistemas operacionais de cada IP, no exemplo percebe-se 1 Linux, 3 Windows e 2 sistemas não identificados, por não terem portas abertas - o que impossibilita a identificação do sistema operacional presente no alvo.
No diagrama a seguir, um exemplo onde atacante e alvo estão em redes diferentes, a 1 hop de distância.
O diagrama e as facilidades de apresentação do Zenmap mostram-se muito úteis para agilizar a análise do resultado da varredura. O analista rapidamente identifica alvos com superfície de ataque maior e através da sumarização do resultado para cada host identifica as portas e serviços abertos.
Outras características também chamaram minha atenção, como a capacidade de agregar varreduras. A cada nova varredura o resultado é adicionado ao existente e a topologia é atualizada.
No site do Nmap existe um seção que apresenta como surfar no diagrama de topologia do Zenmap.
Bons estudos, e até o próximo post.
Quando tive o primeiro contato com o Zenmap, permaneci com a ideia: "Para que interface gráfica, seu eu sei os comandos?". Então, durante muito tempo continuei preferindo a linha de comando.
O principal argumento para me convencer foi a capacidade de sumarização do resultado, através de um diagrama com a topologia de rede e da organização dos dados obtidos para cada host identificado na varredura.
O exemplo abaixo apresenta o diagrama para uma varredura que executei, a partir de uma VM com o Kali Linux (a nova versão da distribuição Backtrack) em direção à algumas VMs que compõem o laboratório que utilizo para estudar e ensinar técnicas de invasão.
O diagrama é uma forma rápida de sumarizar a varredura. Rapidamente o analista percebe a quantidade de hops entra atacante e alvo e quais sistemas alvo possuem maior quantidade de portas abertas. No exemplo acima, todos os IP detectados estão no mesmo anel, indicando que estão na mesma rede. Os IP com mais portas abertas são os círculos maiores e identificados em vermelho. Os cadeados indicam a existência de firewalls. A barra lateral também ajuda na identificação ágil dos sistemas operacionais de cada IP, no exemplo percebe-se 1 Linux, 3 Windows e 2 sistemas não identificados, por não terem portas abertas - o que impossibilita a identificação do sistema operacional presente no alvo.
No diagrama a seguir, um exemplo onde atacante e alvo estão em redes diferentes, a 1 hop de distância.
O diagrama e as facilidades de apresentação do Zenmap mostram-se muito úteis para agilizar a análise do resultado da varredura. O analista rapidamente identifica alvos com superfície de ataque maior e através da sumarização do resultado para cada host identifica as portas e serviços abertos.
Outras características também chamaram minha atenção, como a capacidade de agregar varreduras. A cada nova varredura o resultado é adicionado ao existente e a topologia é atualizada.
No site do Nmap existe um seção que apresenta como surfar no diagrama de topologia do Zenmap.
Bons estudos, e até o próximo post.
domingo, 5 de maio de 2013
Shodan - Mecanismo de Busca de Dispositivos na Internet
Shodan é um mecanismo de busca, mas não como Google, Bing ou Yahoo, que buscam dados em páginas na Internet, e indexam os resultados, para ajudar os internautas a descobrir conteúdo distribuído nas zilhões de páginas existentes e tentar colocar ordem no caos. Ao invés disso, Shodan varre a Internet identificando endereços IP em uso, quais serviços estão disponíveis nesses endereços IP e indexa os banners que são apresentados por esses serviços.
Para os iniciantes que não sabem o que é um banner, geralmente, ao estabelecer uma conexão com um servidor, este apresenta um banner, com informações de interesse do cliente, como versão e nome do servidor. Exemplo de um banner divulgado pro um servidor de correio eletrônico:
220 Welcome to Qmail Toaster Ver. 1.3 smtp Server ESMTP
O Shodan é uma ferramenta útil para um Analista que realiza testes de invasão (Pentesting) ou descoberta de vulnerabilidades (Vulnerability Assessment). Principalmente na etapa de reconhecimento do alvo. Através de filtros é possível direcionar suas buscas. Suponha que você esteja realizando uma análise de segurança do domínio edu.br, e esteja buscando identificar servidores de Internet Microsoft IIS. Experimente digitar as palavras chave "Microsoft-iis hostdomain:edu.br" e disparar a consulta.
O resultado apresenta 85 servidores - 77 localizados no Brasil.
Para exportar os resultados das consultas e utilizar os filtros net e country, é necessário criar uma conta (login). Não perca tempo e inicie os estudos sobre o Shodan.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Treinamento em Teste de Invasão com Backtrack/Kali
Estou oferecendo um Treinamento em Teste de Invasão com Backtrack/Kali, que será realizado nos dias 18/05, 25/05 e 01/06, em Recife.
O objetivo do treinamento é apresentar uma metodologia de teste de invasão, utilizando as ferramentas disponíveis na distribuição Kali Linux 1.0 , que é a nova versão do Backtrack.
Mais informações sobre o treinamento estão disponíveis no site da Área 2.
Segue um vídeo explicativo sobre o treinamento:
domingo, 29 de abril de 2012
Roteiro para Security Target Simplificado – STS – Versão 0.1
"Um
passo à frente,
E você não está mais no mesmo lugar"
E você não está mais no mesmo lugar"
Chico
Science
1. Introdução
O
objetivo deste documento é guiar o estudante de segurança no
desenvolvimento a escrever um documento, ST Simplificado, capaz de
identificar os aspectos de segurança relacionados com um software
(TOE – Target of Evaluation), e quais requisitos de segurança
devem ser atendidos.
O STS
proposto nesta atividade, é inspirado no modelo de Security Target
apresentado na ISO 15408, ou Common Criteria (http://www.commoncriteriaportal.org/),
mas com o objetivo principal de ser utilizado como uma ferramenta
educacional. Entretanto, pode ser aplicado em projetos pequenos, mas
com requisitos de segurança impostos pela legislação vigente, ou
políticas organizacionais.
Os
objetivos secundários do STS são formalizar quais requisitos de
segurança devem ser atendidos pelo TOE e nortear o procedimento de
testes.
A opinião
pessoal deste autor, é que uma documentação é melhor do que
nenhuma.
2. Descrição do SST
O SST
será formado pelas seguintes seções:
- Introdução – Apresentação da finalidade do documento, identificação do TOE e sua finalidade;
- Descrição – Uma descrição detalhada da arquitetura do TOE.
- Políticas – Identificação das políticas de segurança e organizacionais que devem ser atendidas pelo TOE;
- Legislação – Deve identificar a legislação relacionada com o TOE;
- Análise de Risco – Identificação os riscos relacionados com o TOE;
- Premissas do Ambiente– Identificação das premissas do ambiente que influenciam os objetivos de segurança;
- Objetivos de Segurança – Identificação dos objetivos de Segurança;
2.1 Introdução
A
introdução documento deve apresentar o TOE de forma sucinta, de
forma que o leitor possa identificar a funcionalidade básica do TOE
e qual o seu objetivo. Adicionalmente pode ser apresentado alguma
premissa que represente a missão do TOE ou alguma meta
organizacional. Segue um exemplo:
“O
objetivo deste documento é identificar os requisitos de segurança
da aplicação EstoqueMobile, que permite a consulta on-line ao banco
de dados de estoque da organização XPTO.
EstoqueMobile
será utilizada pelos representantes da XPTO em leilões de
matéria-prima. Os representantes precisam conhecer a quantidade do
produto em estoque, para tomar as decisões no leilão. EstoqueMobile
deve ser capaz de utilizar redes de comunicação públicas e
garantir a confidencialidade das informações. ”
2.2 Descrição
Deve incluir: Diagrama de Casos de Uso, Diagrama de Classes, ou
qualquer diagrama que facilite o entendimento sobre a arquitetura. Se
o TOE é uma aplicação web ou para dispositivo móvel, deve
identificar os componentes envolvidos no lado cliente e no lado
servidor (server-side).
2.3 Políticas
Uma tabela deve identificar as políticas, organizacionais ou de
segurança, que devem ser atendidos pelo TOE. Cada política deve
possuir um identificador, que será utilizado para relacionar o
objetivo de segurança com a política.
Exemplo, considerando o software fictício EstoqueMobile:
Identificador de Política
|
Descrição
|
POL-1
|
Os dados consolidados de
estoque devem ser acessíveis apenas por usuários nos grupos:
“direção”, “compradores” e “gestores de estoque”.
|
POL-2
|
A divulgação não autorizada
das informações acessadas através do EstoqueMobile devem ser
punidas mediante demissão por justa causa.
|
POL-3
|
Informações da empresa XPTO,
classificadas como segredo de negócio, devem utilizar mecanismos
criptográficos que garantam a confidencialidade dos dados, ao
trafegar por redes de classificação menor e no armazenamento de
dados
|
2.4 Legislação
Uma tabela deve identificar a legislação vigente, que afeta o TOE,
ou os dados manipulados pelo TOE. Cada item deve possuir um
identificador, que será utilizado para relacionar o objetivo de
segurança com a legislação.
Exemplo, considerando o software fictício EstoqueMobile:
Identificador de Legislação
|
Descrição
|
LEGIS-1
|
Direito Trabalhista. Para
garantir a demissão por justa causa, caso ocorra um acesso
indevido ou vazamento de informações, o EstoqueMobile deve
garantir a identidade (não repúdio) de todos os usuários.
|
2.5 Análise de Risco
Qualquer metodologia de análise de risco pode ser utilizada, desde
que forneça as seguintes informações sobre o TOE:
- Descrição do Risco. Texto que permita identificar o agente e a vulnerabilidade que compõem o risco.
- Impacto. Nível de impacto com a concretização do risco. Pode ser um valor numérico, proporcional ao risco, ou uma categoria, que identifica a classe do risco (ex.: alto, médio e baixo).
- Classificação. Determina quais componentes da segurança (Confidencialidade, Integridade, Disponibilidade, podendo também ser: Legislação ou Política) serão comprometidos com a concretização do risco;
Cada risco deve possuir identificador, que será utilizado para
relacionar o objetivo de segurança com o risco.
Exemplo, considerando o software fictício EstoqueMobile:
Identificador de Risco
|
Descrição do Risco
|
Impacto
|
Classificação
|
RISCO-1
|
Atacante externo pode tentar
acessar a componente server-side para obter dados do banco de
estoque.
|
alto
|
Confidencialidade;
Integridade;
|
RISCO-2
|
Captura de pacotes na rede
pública pode fornecer dados confidenciais a terceiros.
|
alto
|
Confidencialidade;
|
RISCO-3
|
Acesso indevido ao dispositivo
móvel pode permitir o acesso não autorizado a informação
confidencial armazenada no dispositivo.
|
médio
|
Confidencialidade;
|
2.6 Premissas do Ambiente
Nesta seção devem ser identificados os mecanismos de controle já
aplicados no ambiente em que a aplicação será utilizada, e são
necessários para garantir que os mecanismos aplicados pela solução
serão suficientes.
Cada risco deve possuir identificador, que será utilizado para
relacionar o objetivo de segurança com o risco.
Exemplo, considerando o software fictício EstoqueMobile:
Identificador da Premissa
|
Descrição da Premissa
|
PREM-1
|
O componente server-side será
hospedado em um servidor que possui atualização automática de
correções de segurança;
|
PREM-2
|
O servidor que hospeda o
componente server-side é protegido por firewall que limita o
tráfego em direção ao servidor, permitindo apenas tráfego
direcionado a porta do componente.
|
PREM-3
|
O dispositivo móvel deve
possuir todas as correções de vulnerabilidades disponibilizadas
pelo fabricante;
|
PREM-4
|
O dispositivo móvel deve
utilizar software antivírus atualizado.
|
2.7 Objetivos de Segurança
Os objetivos de segurança devem identificar quais requisitos foram
considerados (Políticas, Legislação e Riscos), bem como se alguma
premissa deve ser seguida para garantir que o objetivo seja atingido.
Cada objetivo deve possuir identificador, que será utilizado para
guiar os testes.
Exemplo, considerando o software fictício EstoqueMobile:
Identificador do Objetivo
|
Descrição
|
Requisitos
|
OBJ-1
|
A autenticação do usuário deve
utilizar certificados digitais ou biometria.
|
POL-1,
POL-2,
LEGIS-1,
RISCO-1
|
OBJ-2
|
A comunicação entre o lado
cliente e o servidor deve utilizar SSL/TLS
|
POL-3,
RISCO-2
|
OBJ-3
|
O armazenamento de informações
no dispositivo deve utilizar criptografia.
|
POL-3,
RISCO-3
|
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Damn Vulnerable Linux
A distribuição Damn Vulnerable Linux (DVL) é uma das ferramentas que utilizo em minhas aulas. Baseada no Backtrack 2, tem como objetivo oferecer um ambiente vulnerável para fins educativos. O material é dividido em duas partes: exploração de binários e ataques à aplicações web. Para quem quiser liberar o DVD durante sua utilização, a instalação no Virtualbox pode ser feita sem muitas dificuldades.
Fontes:
www.backtrack-linux.org
www.damnvulnerablelinux.org
www.virtualbox.org
Fontes:
www.backtrack-linux.org
www.damnvulnerablelinux.org
www.virtualbox.org
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Vulnerabilidade do Adobe Reader Coloca Sistemas Windows em Risco
Seguindo uma tendência diagnosticada desde o ano passado, o crime organizado continua produzindo malwares que exploram vulnerabilidades de plugins, em especial o Adobe Reader. Mais uma vez, a máxima "uma corrente é tão forte quanto seu elo mais fraco" mostra-se atual e apresenta os usuários como esse elo fraco.
Aparentemente, os mesmos criminosos que criaram o Cavalo de Tróia Hydra, responsáveis pela invasão da Google e dezenas de outras empresas no início do ano, atacam mais uma vez, explorando uma nova vulnerabilidade do Adobe Reader (vulnerabilidade zero-day, pois até o momento nenhuma correção foi publicada). De acordo com a Symantec, vários e-mails com arquivos PDFs maliciosos foram identificados, com origem na mesma rede da China que é apontada como origem do Hydra.
O ataque utiliza uma técnica chamada Programação Orientada a Retorno (Return-oriented Programming) para burlar o mecanismo de prevenção de execução de dados do Windows, que tem como objetivo evitar a execução de código na pilha e na heap, e executar instruções maliciosas através do biblioteca icucnv36.dll.
Após a exploração com sucesso, o malware obtém uma biblioteca que realiza downloads de outros códigos maliciosos. Além disso, o PDF possui um certificado digital assinado por um certificado roubado de uma Autoridade Certificadora, para tentar enganar o usuário a respeito da autenticidade do arquivo.
Enquanto a correção não é publicada pela Adobe, resta aos usuários manter os antivírus atualizados e/ou utilizar um leitor de PDFs diferentes.
O ataque é muito sofisticado. A técnica de programação orientada a retorno foi apresentada na conferência Black Hat de 2008, e mostra a determinação dos criminosos em burlar os mecanismos de proteção existentes.
Fontes:
http://www.theregister.co.uk/2010/09/13/adobe_attacker_fingerprints/
http://www.symantec.com/connect/blogs/hydraq-aurora-attackers-back
http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2010-011114-1830-99
http://cseweb.ucsd.edu/~hovav/talks/blackhat08.html
Aparentemente, os mesmos criminosos que criaram o Cavalo de Tróia Hydra, responsáveis pela invasão da Google e dezenas de outras empresas no início do ano, atacam mais uma vez, explorando uma nova vulnerabilidade do Adobe Reader (vulnerabilidade zero-day, pois até o momento nenhuma correção foi publicada). De acordo com a Symantec, vários e-mails com arquivos PDFs maliciosos foram identificados, com origem na mesma rede da China que é apontada como origem do Hydra.
O ataque utiliza uma técnica chamada Programação Orientada a Retorno (Return-oriented Programming) para burlar o mecanismo de prevenção de execução de dados do Windows, que tem como objetivo evitar a execução de código na pilha e na heap, e executar instruções maliciosas através do biblioteca icucnv36.dll.
Após a exploração com sucesso, o malware obtém uma biblioteca que realiza downloads de outros códigos maliciosos. Além disso, o PDF possui um certificado digital assinado por um certificado roubado de uma Autoridade Certificadora, para tentar enganar o usuário a respeito da autenticidade do arquivo.
Enquanto a correção não é publicada pela Adobe, resta aos usuários manter os antivírus atualizados e/ou utilizar um leitor de PDFs diferentes.
O ataque é muito sofisticado. A técnica de programação orientada a retorno foi apresentada na conferência Black Hat de 2008, e mostra a determinação dos criminosos em burlar os mecanismos de proteção existentes.
Fontes:
http://www.theregister.co.uk/2010/09/13/adobe_attacker_fingerprints/
http://www.symantec.com/connect/blogs/hydraq-aurora-attackers-back
http://www.symantec.com/security_response/writeup.jsp?docid=2010-011114-1830-99
http://cseweb.ucsd.edu/~hovav/talks/blackhat08.html
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Novo Malware que Afeta Linux
Já participei de muitas discussões onde os defensores do Linux alegam que uma de suas vantagens é não ser afetado por Malwares. Isso não é verdade. Também sou defensor do Linux, há mais de 10 anos que só utilizo o concorrente proprietário como video-game, mas não pelo fato que o Linux é invulnerável. Minha escolha se deu por outros fatores, mas, como o tema deste blog é segurança, não vou defender estes motivos, mas alertar para a existência de malwares que podem afetar sistemas Linux/Unix.
Essa idéia que o Linux não precisa de antivírus vai muito além de programadores fanáticos ou rebeldes, também existe no mundo corporativo. Consigo lembrar rapidamente de ao menos 3 corporações de grande porte que apresentam a economia em não utilizar antivírus como uma das razões em ter adotado o Linux.
Costumo defender que o nome antivírus não representa a verdadeira natureza dese tipo de mecanismo de segurança, talvez antimalware seja mais adequado. Afinal, vírus são apenas um tipo de praga virtual, dentre várias.
Uma rápida busca por "malwares linux" no oráculo mostra como o assunto gera discussão, e apresenta várias notícias sobre malwares para Linux.
A notícia mais recente foi postada no SANS e citada no blog da Sophos.
Um novo Bot para Linux foi reportado, baseado em Perl, e capaz de infectar máquinas Linux e Unix.
O Bot possui exploits para aplicações PHP (RFI - Remote File Inclusion) e para um gerenciador de conteúdo e107.org, também em PHP. Entretanto, também foi encontrado em máquinas que não possuíam o PHP instalado.
A Sophos já possui a assinatura para detectar esse malware, e a comunidade Emerging Threats disponibilizou uma assinatura para o Snort que detecta a comunicação do BOT com o servidor gerente.
Fontes:
http://isc.sans.edu/diary.html?storyid=9430
http://www.sophos.com/blogs/sophoslabs/?p=10772
Essa idéia que o Linux não precisa de antivírus vai muito além de programadores fanáticos ou rebeldes, também existe no mundo corporativo. Consigo lembrar rapidamente de ao menos 3 corporações de grande porte que apresentam a economia em não utilizar antivírus como uma das razões em ter adotado o Linux.
Costumo defender que o nome antivírus não representa a verdadeira natureza dese tipo de mecanismo de segurança, talvez antimalware seja mais adequado. Afinal, vírus são apenas um tipo de praga virtual, dentre várias.
Uma rápida busca por "malwares linux" no oráculo mostra como o assunto gera discussão, e apresenta várias notícias sobre malwares para Linux.
A notícia mais recente foi postada no SANS e citada no blog da Sophos.
Um novo Bot para Linux foi reportado, baseado em Perl, e capaz de infectar máquinas Linux e Unix.
O Bot possui exploits para aplicações PHP (RFI - Remote File Inclusion) e para um gerenciador de conteúdo e107.org, também em PHP. Entretanto, também foi encontrado em máquinas que não possuíam o PHP instalado.
A Sophos já possui a assinatura para detectar esse malware, e a comunidade Emerging Threats disponibilizou uma assinatura para o Snort que detecta a comunicação do BOT com o servidor gerente.
Fontes:
http://isc.sans.edu/diary.html?storyid=9430
http://www.sophos.com/blogs/sophoslabs/?p=10772
quinta-feira, 18 de março de 2010
Facebook alerta para email falso
Está circulando um email falso, que alega ser do Facebook e pede para abrir um anexo e receber uma nova senha. O Facebook alerta que não envia novas senhas através de email ou arquivos anexados. O anexo instala um Cavalo de Tróia para roubar senhas.
Este tipo de ataque é chamado de phishing.
A McAfee publicou em seu Blog mais informações sobre o novo phishing. Segue um exemplo do email malicioso:

Um mapa com o panorama da infecção também foi disponibilizado:
O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança da Rede Nacional de Pesquisa - CAIS/RNP, publica um catálogo de fraudes que circulam na Internet e foram identificadas em incidentes reportados ao CAIS.
O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil - Cert.br, através da Cartilha de Segurança, alerta que:
http://www.facebook.com/security?v=feed&story_fbid=372119944102#!/security?v=wall
http://siblog.mcafee.com/consumer/consumer-threat-alerts/facebook-password-reset-scam-threatens-computers-worldwide/
http://www.theregister.co.uk/2010/03/18/facebook_password_reset/
http://cartilha.cert.br/
http://www.rnp.br/cais
Este tipo de ataque é chamado de phishing.
A McAfee publicou em seu Blog mais informações sobre o novo phishing. Segue um exemplo do email malicioso:

Um mapa com o panorama da infecção também foi disponibilizado:
O Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança da Rede Nacional de Pesquisa - CAIS/RNP, publica um catálogo de fraudes que circulam na Internet e foram identificadas em incidentes reportados ao CAIS.O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil - Cert.br, através da Cartilha de Segurança, alerta que:
- no caso de mensagem recebida por e-mail, o remetente nunca deve ser utilizado como parâmetro para atestar a veracidade de uma mensagem, pois pode ser facilmente forjado pelos fraudadores;
- se você ainda tiver alguma dúvida e acreditar que a mensagem pode ser verdadeira, entre em contato com a instituição para certificar-se sobre o caso, antes de enviar qualquer dado, principalmente informações sensíveis, como senhas e números de cartões de crédito.
http://www.facebook.com/security?v=feed&story_fbid=372119944102#!/security?v=wall
http://siblog.mcafee.com/consumer/consumer-threat-alerts/facebook-password-reset-scam-threatens-computers-worldwide/
http://www.theregister.co.uk/2010/03/18/facebook_password_reset/
http://cartilha.cert.br/
http://www.rnp.br/cais
terça-feira, 16 de março de 2010
Google ameaça finalizar operações na China
Desde os ataques sofridos no final do ano passado, que resultaram em roubo de conteúdo de diversas contas de e-mail pertencentes a ativistas pelos direitos humanos na China, e outras 20 grandes companhias, a Google iniciou uma discussão com o Governo Chinês a respeito da censura imposta pela legislação chinesa, nas consultas realizadas em sites de busca. Aparentemente, a negociação não está fluindo bem e a Google ameaça finalizar suas operações na China.
Google e Adobe anunciaram que sofreram ataques coordenados, com origem na China, em janeiro de 2010. Durante a investigação do incidente, a Google anunciou que diversas contas de advogados europeus, americanos e chineses, que prestam serviços a organizações que atuam em prol dos direitos humanos na China, estavam sendo constantemente acessadas por terceiros, através de ataques de phishing scams ou malwares instalados nas máquinas de usuários. Além disso, as fontes dos ataques foram identificadas como escolas chinesas com forte ligação com o Governo chinês.
Em 2007, o MI5 - serviço secreto inglês, publicou um relatório alertando para a ameaça de ataques propagados por hackers chineses.
Fonte: http://www.theregister.co.uk/2010/03/14/google_almost_sure_on_china_search_closure/
Google e Adobe anunciaram que sofreram ataques coordenados, com origem na China, em janeiro de 2010. Durante a investigação do incidente, a Google anunciou que diversas contas de advogados europeus, americanos e chineses, que prestam serviços a organizações que atuam em prol dos direitos humanos na China, estavam sendo constantemente acessadas por terceiros, através de ataques de phishing scams ou malwares instalados nas máquinas de usuários. Além disso, as fontes dos ataques foram identificadas como escolas chinesas com forte ligação com o Governo chinês.
Em 2007, o MI5 - serviço secreto inglês, publicou um relatório alertando para a ameaça de ataques propagados por hackers chineses.
Fonte: http://www.theregister.co.uk/2010/03/14/google_almost_sure_on_china_search_closure/
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